Menino Deus

Menino Deus
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós " (João 1,14)

«Quanto mais Me honrardes, mais Eu vos favorecerei».

Menino Jesus de Praga

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Padre Pio e o Menino Jesus


O Santo Padre Pio tinha uma devoção muito especial pelo Menino Jesus, tão grande que lhe encantava beijar e abraçar uma imagem do Divino Infante que tinha em sua cela em San Gionvanni Rotondo. A Imagem ficou conhecida como "Bambinello dei baci" -"O Menino dos beijos"-, e é considerada uma relíquia do santo italiano. (informação recolhida do site gaudiumpress.org)



O seu grande amor pela Infancia de Jesus se manifestou extraordinariamente em 3 aparições do Santo Menino:

Primeira Aparição: Novembro de 1911

Desde o final de outubro de 1911 até 07 de dezembro do mesmo ano, o Padre Pio residiu no convento de Venafro (Isernia). Foi neste local, em data não precisa, que ocorreu a primeira aparição do Menino Jesus ao Padre Pio. Nesta aparição, o Menino se apresentou com as feridas da paixão de Cristo nas mãos, nos pés e no lado. A visão de Jesus assim ferido representava uma janela para a contemplação do verdadeiro mistério do Natal. Para o Padre Pio, com efeito, o Menino Jesus devia ser visto à luz do Crucificado mostrando, assim, a singular relação do Natal com os eventos da Páscoa.

Segunda Aparição: 20 de Setembro de 1919 

(Aparição testemunhada e documentada em um manuscrito pelo Pe. Raffaele de Sant'Elia que, então estudante de teologia e se preparando para a sua ordenação sacerdotal, ocupava uma cela vizinha à do Padre Pio nesta data) 

'Na noite do dia 19 para 20 de setembro de 1919, não conseguindo dormir, levantei-me assustado. O corredor estava mergulhado na escuridão, quebrada apenas pela débil luz de uma lâmpada a óleo. Assim que abri a porta, vi passar por mim o Padre Pio, todo envolto em luz, trazendo o Menino Jesus nos braços. Ele se movia lentamente murmurando orações. Passou adiante de mim, radiante de luz e sem se dar pela minha presença. Somente alguns anos depois, fiquei sabendo que aquele dia 20 de setembro era o aniversário de um ano do aparecimento dos estigmas do Padre Pio e, portanto, a aparição do Menino Jesus constituía uma referência direta à Paixão de Cristo'.

Terceira Aparição: 24 de dezembro de 1922 

(Aparição testemunhada por Lucia Iadanza, filha espiritual do Padre Pio)

Em 24 de dezembro de 1922, Lucia queria passar a Vigília do Natal junto ao Padre Pio. A noite estava muito fria e os frades tinham levado à sacristia um braseiro com fogo. Junto ao braseiro, Lucia e outras três  mulheres esperavam a meia-noite para assistir a missa a ser celebrada pelo Padre Pio. As três mulheres começaram a cochilar enquanto ela seguia rezando o terço. Padre Pio surgiu então pela escadaria interna da sacristia quando se deteve diante de uma janela. Neste momento, envolto em um halo de luz, apareceu o Menino Jesus e se pôs nos braços do Padre Pio, cujo rosto tornou-se radiante de luz. Quando a visão desapareceu, o padre percebeu a presença de Lucia, que o fitava atônita e lhe disse: 'Lucia, o que você viu?' Lucia respondeu: 'Padre, eu vi tudo'. Padre Pio, em seguida, a advertiu com firmeza: 'Então não diga nada a ninguém'.




sexta-feira, 26 de agosto de 2016





"Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos de alcançar as promessas de Cristo"

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Devoção, Ternura e Amor


"Na gruta de Belém, a Santíssima Virgem tomou reverentemente o Menino Jesus e O estreitou ao peito. Imaginemos os sentimentos de devoção, de ternura e de amor que experimentou Maria ao ver em seus braços o Senhor do mundo, o Filho do Eterno Pai, que se havia dignado fazer-se também Filho d'Ela, elegendo-A como Mãe entre todas as mulheres."

Fonte: "O Rosário, A Oração da Paz" João S. Clá Dias




sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Jesus nos Braços de Maria


Depois do seu nascimento, a Sabedoria Encarnada descansou, como que em seu Trono, nos braços de Maria. Jesus pôs suas complacencias em receber os presentes de seu Natal, no regaço de sua Mãe. Em seus braços, quis ser apresentado no Templo e oferecido ao Pai. Ainda junto ao Coração de sua Mãe, Ele tomou o caminho angustioso do exílio.

Meditação

Prelúdios

I – Vejo o Menino Jesus, sempre nos braços de Maria, a repousar com abandono e confiança.
II – Ensinai-me, Jesus, o caminho tão doce que vos levou aos braços de Nossa Senhora.


I Ponto
Jesus, em seu Natal, nos braços de Maria

Maria é o trono da Eterna Sabedoria. É nela que Jesus ostenta as suas maravilhas e riquezas, e recebe nossas homenagens. Foi nos braços de Maria, que, apenas nascido, Ele quis ser adorado por São Jose, em Belem. Pelos anjos, também, pelos pastorzinhos e pelos reis magos. Todos eles “acharam o Menino com sua Mãe”. Todos, pois, devem ir a Jesus por Maria. Ai dos que se crêem mais santos que José, ou mais puros que os anjos, ou mais incentes do que os pastores, ou mais sábios do que os magos! Ai dos que querem buscar a Jesus sem Maria!

O presente de seu Natal, Jesus os recebeu por Maria. Quando alguem apresenta a Jesus alguma coisa por si mesmo, ou apoiado nas próprias disposições, Jesus examina o presente e, por vezes, o repele, ao encontrá-lo nodoado de amor próprio. Mas, quando lhe oferecemos alguma coisa pelas mãos puras e virginais de sua Amada Mãe, Ele se deixa vencer. Não considera o dom que lhe dão, mas somente a sua mãe que o apresenta, não considera de quem vem aquele mimo, senão por quem Ele o recebe. Este é o conselho de São Bernardo. Queres oferecer alguma coisa pequenina? Oferece-a pelas mãos de Maria, se não queres ser repelido. (Cfr.T.V.D).

II Ponto
Jesus apresentado no templo nos braços de Maria

Todos os primogénitos de Israel deveriam ser ofertados no Templo, ao Pai. Jesus o foi também. Mas, a todos o Pai Celeste perdoava o que a seu Filho não perdoou: o sacrifício de sua vida. Na apresentação, pois, Jesus era Hóstia que se oferecia à imolação. Foi nos braços de Nossa Senhora que Jesus assim se apresentou ao sacrifício. Ele quis que seu altar continuasse a ser aquele regaço imaculado. No Calvário, os braços duros da Cruz não tinham a suavidade terna dos braços de Maria. Mas a Vítima daquele sacrifício dispôs que Maria ali estivesse também, a participar de sua oblação, no santuário íntimo de sua alma. No sacrifício eucarístico dos nossos altares, Maria está também, com seu carinho vigilante...
Ah! Se a soubéssemos atrair sempre junto de nós, na santa comunhão! Se aprendêssemos a oferecer nossos pequenos sacrifícios e imolações na suavidade do altar dos braços de Maria!

III Ponto
Jesus nos braços de Maria, a caminho do Exílio

O Menino Jesus, perseguido de morte, vai para a terra escura do seu exílio entre os pagãos. Mas foge, nos braços de Maria. O calor amoroso daquele regaço virginal Lhe era suficiente amparo, proteção e consolo para as longas viagens, as amarguras da terra estranha, a tristeza dos cultos pagãos.
Não fora, aliáis toda a sua perigrinação pela terra, um grande exílio, longe do céu, sua verdadeira Pátria? Mas, dos trinta e três anos que assim viveu, no desterro, ele escolheu a quase totalidade, - longos trinta anos, para nos ensinar a fazer a vontade do Pai em nossos misteres humildes, na vida do lar, na obscuridade de nossos labores de todos os dias -, longos trinta anos, Ele escolheu ficar em companhia de Maria, o maior atrativo da terra para seu Coração! À imitação do Verbo Encarnado, nosso Chefe e nosso Modelo Supremo,  nós, tambem em terra de exílio, vivamos junto a Nossa Senhora. Em nossas tristezas, perseguições, desolações de coração, por entre o paganismo de nosso ambiente social, busquemos Maria para nosso refúgio e lenitivo. No seu regaço, encontraremos Jesus, e teremos assim o paraíso.


Fonte: Dom Antônio Maria Alves de Siqueira, Consagração a Nossa Senhora (Segundo o Método de São Luis Maria Grignion de Montfort) 

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A Verdadeira Consagração a Nossa Senhora e Nossa Infancia Espiritual


Nem um passo sequer podemos dar no caminho do Céu, sem que Deus preceda, acompanhe e siga com auxilio de sua graça, assim como ensina o Concílio Tridentino; nem dizer Senhor Jesus – podemos sem o Espirito Santo, como afirma o Apostolo São Paulo (1 Cor 12,3). E pois, nossa incapacidade para as coisas sobrenaturais, nossa ignorancia e debilidade, nossas vacilações e quedas nos reduzem à condição de crianças.

Somos, sim, crianças na ordem da graça, como somos escravos na ordem da natureza. E assim como à natural escravidão convém acrescentarmos a escravidão de amor, assim também a esta forçosa infancia de Espirito havemos de juntar outra, voluntária e querida por nós.

Esta infancia voluntária é, em certo grau, indispensável, porquanto disse Nosso Senhor: Se não vos fizerdes como crianças, não entrareis no Reino dos céus (Mt 18,3). E quanto mais crianças nos fizermos, isto é, quanto melhor imitamos a humildade e simplicidade das crianças e mais nos abandonamos nas mãos de Deus como meninos nos braços de sua mãe, tanto mais cresceremos na vida espiritual, consoante nos ensinam os ascetas e místicos.

É verdade que poderíamos viver esta voluntária infancia espiritual sem a perfeita Consagração a Nossa Senhora. Sem embargo, quanto é dificil ser bons meninos sem a educação maternal!

Quando falta a mãe, há na educação do filho um vazio que mais facilmente se experimenta do que se define, porque se acha no profundo da alma. Pode-se conjeturá-lo ao refletir nas intuições, nas ternuras, nos desvelos, nas finas sensibilidades, nas delicadezas sutis que só se aprendem nos corações das mães.

À direção de Maria devem as almas esse delicado sentido das coisas divinas, essa fina sensibilidade sobrenatural aos toques da graça, sem a qual dificilmente pode alguem chegar a ser perfeito (Lhoumeau). Assim, a ideia de escravo de amor dulcifica-se e se idealiza, confundindo-se com a doce idéia de filho. Não um menino crescido que acaricia mais sua mamãe, e que, entanto, depende menos dela. Mas, um pequenino que, sem ela, não sabe viver.

Montfort canta esta sua idéia, dizendo que os escravos de amor de Maria, dela recebemos em alimento “um leite que é todo Divino”, isto é, a graça de Deus, que, segundo a doutrina da Igreja, nos é dada por Maria. Sim. Dela recebemos sempre todo o alimento espiritual, assim como a criança nos primeiros dias, recebe de sua mãe todo o sustento. Sem essa graça, “não podemos começar, nem continuar, nem concluir nada que sirva para a vida eterna”. E pois, em todos os passos que damos para o céu, Nossa Senhora nos leva pela mão.

Bem podemos aplicar a Ela, as devidas proporções, o que de Jesus Cristo dizia formozamente Fr. Luís de Leão:”Nunca vistes como as mães tomam em suas mãos as suas crianças, e fazem que ponham nos pés dela os seus pezinhos, e assim os abraçam e lhes são, a um tempo, seu chão e sua guia? Ó piedade de Deus! Assim procedeis, Senhor, com nossa fraqueza e nossa infancia. Vós nos estendeis as mãos de vosso favor. Fazeis que coloquemos em vossos bem guiados passos os nossos, fazei que subamos, que nos adientemos. Sustentais nossos passos em vós mesmo, até que, vizinhados de vós como o quereis, com estreito amplexo nos abraçais no céu.”

E porque tudo isto realiza Deus pela intercessão constante de Maria, bem podemos dizer com São Luis Maria Grignon de Montfort, que esta queria Mãe e Senhora a todo passo nos ampara com força, e nos levanta prestes, se, por fraqueza, nos acontece cair.

Fonte: Perez, Vida Mariana, pág.66 ss




segunda-feira, 13 de junho de 2016

Santo Antônio e o Menino Jesus


Certa vez, Santo Antônio precisou de alojamento em Pádua e um senhor nobre, da família dos Condes de Camposampiero, teve a honra de o acolher em sua casa. Uma noite, vendo do lado de fora do quarto de Frei Antônio alguns raios de luz, aproximou-se e viu o Santo segurando nos braços um gracioso Menino que suavemente o acariciava.
Ficou cheio de espanto por tão extraordinária maravilha. Compreendeu que se tratava do Menino Jesus que se tornara vísivel ao Santo para recompensá-lo com celestes consolações pelas fadigas sofridas. Enquanto ainda observava, o Menino desapareceu. Saindo do extâse, Frei Antônio deixou o quarto e dirigiu-se ao dono da casa, dizendo que sabia que ele o havia observado durante a aparição. Pediu então com insistência que não revelasse o que tinha visto. O senhor cumpriu a palavra, somente revelando o fato depois da morte do Santo. A história o tocara profundamente e todas as vezes que a relatava, não conseguia reter as lágrimas.


Fonte: http://www.santoantoniodf.org/padroeiro/milagres-de-santo-antonio/

sábado, 21 de maio de 2016

Deixai vir a mim as criancinhas



Apresentaram-lhe então crianças para que as tocasse; mas os discípulos repreendiam os que as apresentavam.
Vendo-o, Jesus indignou-se e disse-lhes: "Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se lhes assemelham.
Em verdade vos digo: todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, nele não entrará."
Em seguida, ele as abraçou e as abençoou, impondo-lhes as mãos.
(Mc 10, 13 -16)